domingo, 26 de fevereiro de 2017

A HERANÇA

Conta-se que um cidadão dos anos 20 recebeu uma convocação de um juiz de uma cidade vizinha, que ficava a cerca de 50 km do lugar onde ele residia. O cidadão ficou surpreso, e ao abrir a convocação ficou ainda mais admirado. Dizia que deveria comparecer o mais urgente ao fórum daquela comarca, pois havia ali um assunto que grande interesse para ser tratado com ele.
Na manhã seguinte o cidadão selou o seu cavalo e seguiu viagem para a cidade vizinha. Lá chegando, foi direto ao Fórum. Teve de esperar um pouco, poiso juiz estava ocupado. Depois de cerca de 1 hora, foi convidado a entrar na sala do juiz. O juiz então lhe informou que recentemente falecera uma pessoa que não tinha ali nenhum parente e que no testamento mencionava um sobrinho, ao qual deveriam pertencer todos os seus bens. O juiz manda chamar o seu assistente para que abra o cofre. Retira de lá uma sacola com um grande volume dentro dela. O juiz abre a sacola e revela seu conteúdo: muitas jóias, colares, anéis, pérolas e ouro. Era um verdadeiro tesouro. Tudo isso deveria pertencer agora ao cidadão. O beneficiário ficou sem palavras. Todo aquele tesouro era seu? Inacreditável. Assinou os papéis atestando Ter recebido a herança e despediu-se agradecido do juiz. O juiz, no entanto, lhe disse que havia mais uma coisa az ser entregue. O que?, pensou o herdeiro. Mais ainda? , foi quando o assistente do juiz entrou na sala com um pequeno cachorrinho. Também o cachorrinho era parte da herança!
O herdeiro não gostou nada do cachorrinho, aliás, nunca gostara de cachorrinhos. Por isso, disse ao juiz que agradecia muito, mas não queria levar o cachorrinho. Que o cachorrinho poderia ser dado a qualquer outra pessoa. O juiz lhe advertiu que a vontade do falecido era de que sem levar o cachorrinho teria que devolver também as jóias. Bem, nesse caso, não havia outro jeito. À contragosto puxou o pequeno animal pela cordinha presa a coleira. Chegando no pátio do Fórum, amarrou a sacola cheia de jóias na sela e montou no cavalo.
O cachorrinho vinha caminhando, preso pela cordinha. E, cada vez que o homem olhava para o cachorrinho via algum defeito nele. Deveria ser pulguento, quem sabe tem sarna, vermes, vai deixar pêlos por toda a casa, e a raiva, será que não está raivoso? Foi quando o cachorrinho parou e começou a latir desesperadamente. O cidadão puxava-o pela cordinha, arrastando as patinhas do animalzinho. E o cachorrinho continuava latindo. Isso irritou muito aquele homem que soltou a cordinha, desceu do cavalo ajuntou umas pedras e as lançou no cachorrinho. Uma dela acertou o animalzinho que machucado fugiu mata adentro. Bem, disse o cidadão, pelo menos me livrei desse animal. Se alguém perguntar, vou dizer que fugiu. Assim, foi a galope para sua casa.
Chegando em casa a família já o avistou de longe. A mulher e as crianças correram ao seu encontro para saber as novidades. O homem então contou da herança, da sacola cheia de jóias e do cachorrinho. Contou também que a certa altura do caminho o cachorrinho começou a latir desesperadamente e que ele irritado jogou pedras no animal de forma que ele fugiu pelo meio do mato. A mulher então lhe perguntou pelo saco de jóias. O homem disse que estava amarado na sela. Onde? perguntou a mulher. Aqui, disse o homem e se virou para a sela, mas não viu a sacola. Ele a tinha perdido na estrada.
Foi aí que a filhinha lhe disse: - Pai, vai ver que foi por isso que o cachorrinho latia desesperado no caminho. Ele queria lhe avisar que a sacola havia caído, mas o senhor irritado não entendeu.
(autor desconhecido)

Reflita comigo: Assim Deus é conosco! Ele nos ajuda, nos avisa de várias formas. Porém, os nossos pensamentos, às vezes, estão tão distantes que não percebemos e não ouvimos os seus conselhos. Nos irritamos com facilidade. E, com isso, só temos a perder! Que Deus nos dê discernimento para compreendermos e aproveitarmos melhor o nosso dia a dia. Amém.
Com carinho, Pastor Leandro Eicholz

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A PISCINA E A CRUZ

Um de meus amigos ia toda quinta-feira à noite a uma piscina coberta. Ele sempre via ali um homem que lhe chamava a atenção: ele tinha o costume de correr até a água e molhar só o dedão do pé. Depois subia no trampolim mais alto e com um esplêndido salto mergulhava na água. Era um excelente nadador. Não era de estranhar, pois, que meu amigo ficasse intrigado com esse costume de molhar o dedão antes de saltar na água.
Um dia tomou coragem e perguntou-lhe a razão daquele hábito. O homem sorriu e respondeu: "Sim, eu tenho um motivo para fazer isso. Há alguns anos, eu era professor de natação de um grupo de homens”.
Meu trabalho era ensiná-los a nadar e a saltar de trampolim. Certa noite não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco; sendo o professor de natação, eu tinha uma chave para entrar no clube. "Não acendi a luz porque conhecia bem o lugar. A luz da lua brilhava através do teto de vidro. Quando estava sobre o trampolim, vi minha sombra na parede em frente. Com os braços abertos, minha silhueta formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando aquela imagem."
O professor de natação continuou: "Nesse momento, pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi um cântico cujas palavras me vieram a mente e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido para nos salvar por meio de seu precioso sangue.
"Não sei quanto tempo fiquei parado sobre o trampolim com os braços estendidos e nem compreendo por que não pulei na água. Finalmente voltei, desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso ... na noite anterior haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido!"
"Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado, seria meu último salto. Naquela noite, a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus - que por me amar permitiu que eu continuasse vivo - que me ajoelhei na beira da piscina.
Tomei consciência de que não somente a minha vida física, mas minha alma também precisava ser salva. Para que isso acontecesse, foi necessária outra cruz, aquela na qual Jesus morreu para nos salvar. Ele me salvou quando confessei os meus pecados e me entreguei a Ele."
"Naquela noite fui salvo duas vezes, física e espiritualmente. Agora tenho um corpo sadio, porém o mais importante é que sou eternamente salvo. Talvez agora você compreenda porque eu molho o dedão antes de saltar na água".
(autor desconhecido)
Com carinho, Pastor Leandro Eicholz

sábado, 26 de novembro de 2016

"OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO"

Pense comigo!
    Quantos são aqueles, que hoje em dia, se esquecem de aproveitar o tempo com sua família, se atiram como que em uma fúria cega à caça ao dinheiro? Talvez, essa busca pelo “TER”, seja uma das causas principais de muitos dos dramas, injustiças e incompreensões da nossa época. As pessoas esquecem o que tem de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. Do que nos serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
    Lógico que é indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
    Creio, que todos nós concordamos que, “há na terra um grande trabalho a realizar. Não podemos cruzar os braços. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência, mas sim, com as armas do amor e da persuasão”. (ÉRICO VERÍSSIMO - Olhai os Lírios do Campo - adaptado)
    A Palavra de Deus nos diz: "Também, descobri por que as pessoas se esforçam tanto para ter sucesso no seu trabalho: é porque elas querem ser mais que os outros. Mas tudo é ilusão. É como correr atrás do vento. Dizem que só mesmo um louco chegaria ao ponto de cruzar os braços e passar fome até morrer. Pode ser. Mas é melhor ter pouco numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento". Eclesiastes 4.4-6
    Portanto, vamos viver a nossa vida de acordo com o que Deus nos ensina e a paz que Ele nos oferece!!
Com carinho, Pastor Leandro Eicholz

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

EU, A FOME e o TRABALHO


        Um dia desses abri uma das portas da prateleira na cozinha e "dei de cara" com um pão mofado. Era daqueles pães de sanduíche. Haviam sido comidas apenas  quatro ou cinco fatias. Logo pensei: "Mais de 80% do pão jogado fora".
        Logo me veio uma sensação ruim. A consciência me acusava ao lembrar que havia tanta gente passando fome. Pensei: "Podia ter dado isso a alguém", mas o tempo se encarregou do estrago.
        Talvez já tenha acontecido algo parecido com você.
- Sei que a fome é mais um problema político;
- Sei que os estudos de geografia econômica revelam que bastaria uma organização melhor e o mundo teria condições de alimentar uma população cinco vezes maior;
- Sei que o dinheiro gasto com pesquisas espaciais poderia resolver grande parte da miséria no mundo;...
Pergunta: Quantas vezes eu me esqueço de agradecer à Deus pelo pão de cada dia?
        Quando eu era pequeno e orava o Pai Nosso, sempre que a petição: "O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁS HOJE..." era proferida, me vinha à mente todos os tipos e formas de pães: milho, trigo, centeio, sanduíche, etc. Já no tempo de instrução o pastor me explicou que pão de cada dia significava tudo o que precisávamos para o nosso sustento diário: comida, água, bom tempo (Sol, chuva, frio e calor), família, amigos, calçados, moradia, educação, TRABALHO, etc.
        Já vi gente chorando de barriga cheia, reclamando de tudo. E, eu, volta e meia me incluo nesta lista. Já vi e ouvi pessoas dizendo: "QUERIA DAR UMA SURRA EM QUEM INVENTOU O TRABALHO". Pois bem, tente marcar uma briga com Deus, pois foi Ele quem inventou o trabalho. Nós deveríamos querer dar uma surra em quem inventou a fome, MAS NÃO SERIA FÁCIL BRIGARMOS CONOSCO MESMO.
        Ao invés de brigar, quem sabe a melhor atitude seja desabafar e confessar: "Perdão ó Deus quando vi Tua mão me alimentando diariamente e não agradeci! Perdão ó SENHOR quando tive condições de ajudar e não fiz nada! Perdão ó Deu pela indiferença e pelo coração fechado! Perdão ó Deus quando deixei de agradecer pelo meu TRABALHO, pois graças a ele tenho o PÃO DE CADA DIA".
(Adaptado -  A. Kirchein)
Com carinho, Pastor Leandro Eicholz

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SEPARADO DE TI, Ó CRISTO!



SEPARADO DE TI

- Separado de ti, sou uma PLANTA SEM RAÍZES. Minha alma murchará.

- Separado de ti, sou um PÁSSARO SEM ASAS. Minha alma não pode agir.
- Separado de ti, sou uma OVELHA PERDIDA. Minha alma não tem proteção.
- Separado de ti, sou uma NASCENTE SEM ÁGUA. Minha alma sempre ficará sedenta.
- Separado de ti, sou UM PEIXE ATIRADO À MARGEM DO RIO. Minha alma logo morrerá.
- Separado de ti, sou o CÉU SEM O SOL. Minha alma se perderá na escuridão.
- Separado de ti sou uma LÂMPADA QUEIMADA. Não cumprirei minha função. E assim, não beneficiarei ninguém.
(autor desconhecido)

Disse o Senhor Jesus: "Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como os galhos secos que são juntados e queimados. Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, receberão tudo o que pedirem". João 15.6-7

                              Com carinho, Pastor Leandro Eicholz


terça-feira, 18 de outubro de 2016

O VALOR DA NOSSA VIDA

  João era o nome do empregado de certo fazendeiro que resolveu vender suas terras. João era pobre; seu trabalho era penoso, mas era muito honesto. Após alguns anos de trabalho, consegui guardar um bom dinheiro e comprou um pequeno pedaço de terra do seu patrão. Foi uma boa aquisição.
   Mais tarde ouviu falar de uma outra propriedade, não muito mais cara, um pouco para o oeste. Vendeu seus bens e instalou-se nela. Da mesma forma foi uma boa aquisição e a sua vida melhorou.
   Um certo viajante comunicou-lhe então, que mais longe, mais para o norte, podiam-se adquirir terras muito mais extensas e férteis, por um preço bem menor. E João deslocou-se para lá, acompanhado por um empregado seu. Quando ali chegou, lhe foi oferecido por uma bagatela, tanto terreno quanto ele conseguisse medir, desde o nascer até o pôr do sol.
   João delimitou tudo quanto pode e colocou marcos para assinar o que fora medido. Esgotou suas forças naquele dia. Havia parado somente para uma breve refeição. Formaram-se bolhas nos seus pés.
   O sol estava quase desaparecendo no horizonte. À custa de um último esforço, João consegui atingir a colina onde o vendedor de terras o aguardava. Sentia-se exausto. Suas pernas amoleceram, seus olhos escureceram, e ele caiu por terra. Estava morto! Ainda sob o impacto daquela morte repentina, o seu criado lhe cavou a sepultura, uma sepultura do se tamanho e não mais...                  (Devocionário S. Nascente)


   Para muitos esta história exemplifica muito bem o valor da vida humana. Porém, nossa vida não consiste em possuir muito, mas sim, em SER ALGO.
   Jesus diz que devemos em primeiro lugar buscar o seu reino e a sua justiça e, todas as outras coisas, serão acrescentadas. Quem não se lembra da parábola que Jesus contou a respeito do homem rico, que produziu com abundância, que iria construir novos celeiros para guardar tudo e, depois gozar a vida? "Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a alma; e o que tens preparado, para quem será?"(Lucas 12.16-21)
   Pensemos sobre isso!
Com carinho, Pastor Leandro Eicholz