segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A ROUPA DA VIZINHA

Lembrei de uma história que li, já algum tempo, mas que nos ajuda a refletir sobre a nossa relação com o próximo.
 “Era uma senhora já bastante idosa e vivia sozinha desde que o marido morreu há 12 anos. Ela já tinha dificuldade para se locomover. Por isso, volta e meia outras senhoras iam visitá-la, para conversar um pouco com ela. Mas, as visitas das amigas já estavam se tornando cada vez mais breves, porque aquela senhora tinha pegado a mania de falar mal de sua vizinha. E ninguém queria se meter nessa história para não ofender nem a vizinha e nem a senhora idosa. Mas, muitas vezes não havia escapatória. A senhora idosa se dirigia até a janela e puxava a cortina para o lado e dizia: "Queres ver uma coisa? Olha essa roupa da vizinha no varal. Não é uma pouca vergonha? Ela diz que lavou a roupa, mas olhe como está cheia de manchas amarelas. É uma vergonha ter uma vizinha tão relaxada assim.". A visita, então, tratava de ir se despedindo, para não entrar nesse problema. Todos queriam bem aquela senhora idosa, e por isso não queriam se meter em problemas.
Certo dia chegou o pastor novo na cidade. A diretoria lhe colocou que a prioridade nesse primeiro ano era fazer visitas aos membros. Tudo bem. Lá foi o pastor visitar as casas das famílias membros. Certo dia, o pastor chegou de visita na casa da senhora idosa. Ela, muito satisfeita ,convidou o pastor para entrar. Conversaram animadamente até que a senhora disse ao pastor:
- Pastor, o senhor quer ver uma coisa? E lá foi ela para perto da janela, puxou a cortina para o lado e disse: Não é uma vergonha a gente viver ao lado de uma pessoa tão relaxada. Essa minha vizinha acabou de lavar a sua roupa, mas olha só como os lençóis tem manchas amareladas."
O pastor se aproximou da janela, olhou para fora e disse:
- A senhora me desculpe, mas não é a roupa da vizinha que está amarelada. É a vidraça de sua janela que está suja”. (Autor Desconhecido)
Portanto, as vezes o problema esta em nós mesmos. O desafio é aceitar que somos falhos.
Pense nisso!

Com carinho, Leandro Eicholz